Páginas

Coisas que nem sempre deixamos para trás...

19 maio 2014 Nenhum comentário

Música do dia: Pitty - Na Sua Estante 

Não deite com mágoas no coração. Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz. E comece com você mesmo. — Martha Medeiros. 

E a única certeza que tenho é que certos princípios nunca mudam, são enraizados, nos moldam, nos sustentam. Mudar faz parte, mas se desconfigurar é suicídio também. Perde-se nesse sentido é a pior coisa que pode nos acontecer, pois sem saber quem somos, quem ousaríamos a ser? Como seríamos? As nossas possibilidades se esgotam quando não somos, porque nessa de ser não cabe o meio termo, cabe enquanto se decide, mas mesmo assim, mesmo se decidindo, você é algo, não?
O que seria de mim sem tudo o que já fui? Arrependimentos aqui não cabem, não tem como coexistir com a efemeridade da vida. Para que se lamentar se o passado já foi, não corre mais e só o que importa é o que se é no estado presente de de decidir ser. Hoje sou isso, amanhã me reinvento.
Reinventar nem sempre é o abandonar da morada antiga, ás vezes é só uma redecoração, com significados novos, ora mais intensos, ora mais impactantes...
Reinventar-se é uma arte, artista é o que almejo ser, e se não é porque não é hora, e quando for, ei de saber.
Reconstruo minhas formas, nada se perde, tudo se transforma.

Playlist Misturada

18 maio 2014 Nenhum comentário

Música do dia: Shakira - Empire

"Que vire tradição acordar todos os dias com o coração leve, sorriso nos lábios e vontade de espalhar coisa boa por ai..."

Essa semana a Playlist não tem um foco certo, muitas coisas estão acontecendo todos os dias, então nada mais justo do que tenha uma música mais adequada para cada um desses momentos, não?


  • Segunda: Que tal começarmos com animação? Afinal de contas, nada melhor do que resolver alguns problemas e partir pro cinema para ver Homem Aranha com uma amiga, certo? Certo.
Paramore - Ain't it fun

  • Terça: Pés no chão novamente, pois a vida não é tão linda ou uma bela aventura como nos filmes... Curso rotineiro exige responsabilidades que eu ainda tenho que melhorar, então uma música que me daria uma ajudinha, seria essa. Sinta a melodia, é perfeitona.

Matchbox Twenty - She's So Mean

  • Quarta: Essa música tem cara de quarta para mim... Não sei porquê.


Justin Timberlake - Not A Bad Thing (Live on The Tonight Show Starring Jimmy Fallon)

  • Quinta: A voz desse vocalista me causa coisas boas, não sei explicar, conheci a música literalmente hoje e meio que me encantei, gostei da música, simples assim. Quem dera tudo fosse tão simples assim...


New Hollow - She Ain't You

  • Sexta: A mais esperada da semana... Pois não para mim. Primeira prova a vista já... Nada melhor do que uma música boa e um clipe legal e incomum, de uma banda nova.



5 Seconds Of Summer - She Looks So Perfect

  • Sábado: Preparação para a semana mais difícil do semestre todo... Então vamos com tudo. Escolhi essa a dedo... Essa música me inspira, me faz acreditar que tudo melhora...

OneRepublic - Counting Stars





Destino Indiscreto e Incerto

13 maio 2014 Nenhum comentário

Música da dia: Panic! At The Disco - The Ballad of Mona Lisa (Acoustic)

“Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas.”           — Charles Chaplin

E quando não é para ser, simplesmente não é, sabe? Parece que o universo todo conspira, contra ou a favor, ele grita, sinaliza, pula, esperneia, só para avisar a gente que aquilo não vai passar por ele, que aquilo não tem condição de dar certo. Mas lá vamos nós com a cara, a coragem e voltamos frustrados e irritados, à toa.  Deixar ser leve, deixar fluir, além de ser menos cansativo e educativo é bem mais prazeroso, a gente vive mais, vive melhor.
Aprende que a vida dita sim as regras, a vida é sua, e é você quem a dita. Ou seja, para ficar mais claro para os neurônios que ainda fazem hora extra nessa humanidade, no final das contas tudo parte da gente, o problema e a solução, originais do mesmo ponto de equilíbrio, vez ou outra, de desiquilíbrio. Mas quem liga pra equilíbrio, ainda vejo tal como algo relativo; depende muito da interpretação que se dá... Sendo assim, se você sorrir para o problema que é seu, ele vai te sorrir de volta, e ai fica mais fácil amansá-lo, vencê-lo. O ditado é: Conhecer para controlar. E não: Desesperar-se para resolver. Soa até engraçado, mas é a verdade. Os nossos problemas normalmente são menores do que como os vemos. Normalmente, são minúsculos, é como se a gente vivesse com uma lupa que amplia mil vezes uma coisinha minúscula, que existe, mas que não necessariamente é um obstáculo potente.

Jogo de contradição

07 maio 2014 Nenhum comentário

Música do dia: Diwali - A gente
“Do amor conheço os sintomas e os hematomas.” —   Paulo Leminski 


Começo a pensar que é disso que a gente gosta... Dessa coisa contraditória que é um querer, que é um amor, e não me refiro só o amor romântico, mas a tudo o que nos interessa, tudo pelo qual a gente tem certo fascínio, certa consideração.
Porque muitas das vezes, não é tudo lindo... Sejamos realistas... Nunca é. E acho que é isso que mais nos embala. É esse jogo entre o dar certo e o errado, esse equilíbrio mágico que, ora nos frustra, e ora nos deixa nas nuvens. É disso que a gente gosta, porque por mais que a gente tente controlar tudo, a gente nunca consegue e nem vai, mas só de tentar, isso já fica mais interessante. A gente luta por algo, inconsciente ou conscientemente.
Ter amor por uma coisa pode fazer um bem danado. Pode te levar ao limite e além dele, de tudo o que você pensa, e que é de fato capaz de fazer. Pode abrir um leque de novos sonhos, que é capaz de surpreender.
Mas também pode simplesmente nos corroer por dentro, se a gente não souber tirar o melhor desse sentimento, desse estado de ser. Uma vida toda pode desmoronar por uma simples coisa, algo corriqueiro no dia-a-dia que simplesmente não deu certo, ou não saiu como a gente desejava. É preciso nesses momentos ter jogo de cintura e saber que algumas coisas têm mesmo que dar erradas para que possamos crescer e amadurecer, e ganharmos oportunidades inimagináveis. Um desvio de rota pode nos levar a caminhos que nunca sonhamos...

Amando a ideia anti-amor, socialmente difundida aos quatro ventos

01 maio 2014 Nenhum comentário

Música do dia: Ellie Goulding - Goodness Gracious

“Não sei amar pela metade, não sei viver de mentira, não sei voar de pés no chão, sou sempre eu mesma, mas com certeza, não serei a mesma para sempre.”  —Clarice Lispector.

Quando foi que o amor virou algo tão banal? Eu não sei, nasci depois do ocorrido, talvez? Por amor, digo, amor romântico, aquele famoso e cobiçado dos beijos, abraços, noites entre lençóis e juras poéticas.
Eu sou o que chamam de insensível, fria, ou quaisquer adjetivos queiram atribuir a minha simples decisão de não acreditar no que ficam expondo por ai e nomeando de amor. Eu não sou criança, sei que isso tudo ai não é amor, não passa de uma grande bagunça, que na maioria das vezes não leva a lugar nenhum, algo vazio, que teima em ser aceito como algo puro.
As pessoas não vivenciaram o amor, apenas tem a definição quadrada que empurram goela abaixo, e na tentativa de torna suas vidas mais emocionantes, forjam um amor, e até se iludem achando que sentem ele.
De certo modo, é crueldade julga-los, porém não posso aceitar que eu saia como a louca da vez e nem compactuar com essa grande encenação; não farei parte disso, isso não faz parte de mim. Digo que acredito sim no amor, mas em como ele é, em todas as suas formas, tortas e deturpadas, desde que não seja impostor. Com o passar dos dias o meu detector de amor-forçado fica mais apurado, mais preciso, e eu passo a me portar mais contra. Não sei simplesmente fingir que me deixo levar. Não sou como os outros, e não seria nesse momento que me tornaria uniforme.
Também não sou tola de enfrentar o Amor romântico, ele é traiçoeiro e sutil quando quer, nem sempre entra escancarando a janela de trás. Já fui ingênua em tentar confrontá-lo, questioná-lo e ainda mais inocente por tentar expulsá-lo de meu peito. Ele é crescido e forte, vivido e experiente; e eu sou briga fácil; mas nem por isso vou facilitar as coisas para ele, gosto das coisas difíceis, daquilo que foge do controle de todos, acredito que assim as coisas mais incríveis tendem a acontecer, e já tive grande prova disso.
Do Amor tive a prova necessária, a dose homeopática que me abriu os olhos. Procurei o que senti e vivi nos escritos e relatos por ai, e em nada se encaixou, não tão bem quanto no Meu Amor.
Sugiro que vivamos o amor por nós mesmo, sem predefinições, sem restrições, dando a cara à tapa se preciso for, mas o mais importante: deixar que ele entre na sua vida para valer e bagunce tudo o que desejar, pois nunca se sabe quais são seus planos de fato...
 
Desenvolvido por Michelly Melo.