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Aquela menina de 5 anos...

03 fevereiro 2017
Sou o rascunho remendado de algo que nem deu certo...
Ás vezes tudo o que eu desejo é ter uma dose de coragem e desistir de mim mesma, mas não consigo. Por mais que eu já tenha me decepcionado comigo mesma eu insisto. É como se parte de mim ainda fosse capaz de acreditar que sou capaz de construir um lugar melhor para que meu coração finalmente encontre aquela sensação gostosa e tão incessantemente narrada nos livros e scripts pelo mundo, que não sei se chamo de paz, paz interior, equilíbrio, felicidade, alegria, o famoso "Valeu a pena!", ou apenas mais um quadro muito bonito em que a vida pode se transformar.

É como se houvesse uma forma harmoniosa de todos os meus remendos se aceitarem e conviverem, e isso não doesse mais, não queimasse. Minha tolerância a frustração deve ser maior do que estimei, logo eu tão impaciente, resolvi esperar pelo amadurecimento de alguém como eu.

Esse lance de viver é realmente muito complexo, não tem ordem, nem ritmo pré-determinado, ás vezes a gente empaca, outras vezes a gente nem percebe, e quando viu já não é quem era.

Será que dói arrancar todos os band aids, ou é melhor esperar até que caem naturalmente? Minha mãe não se sente mais confortável para me ensinar sobre as coisas frugais sobre a vida, quem dirá sobre essas dores que vem no pacote e ninguém avisa...

Quando eu era criança eu tomei uma decisão que salvou a minha vida: eu não desistiria de mim, só porque o mundo não era o meu lugar. Porque ou o mundo recuaria quando eu fosse maior, ou eu seria aniquilada. Pois é, eu não fui aniquilada, nem anulada, no máximo golpeada algumas milhares de vezes, mas isso fortalece e engrandece a alma, acredite em mim. Se a pequena Sarah pudesse conversar comigo, sinto que de alguma forma ela não me seria grata por tudo o que fiz e consegui vencer, mas ela sentiria orgulho por eu ter sido incapaz de desistir de uma vida, de mim mesma, porque foi exatamente essa a escolha dela aos 5 anos de idade em frente aquele parquinho. Viver. Amar mesmo que doa.

Espero que a pessoa que sou agora consiga agradecer a pessoa que serei daqui uns 10 anos, se eu chegar até lá...

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