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Não existe idade nos sonhos!

09 fevereiro 2017
O problema as vezes são os outros, não você!
Ás vezes fico calculando se estou velha demais para viver. Sério. Minhas vontades não condizem com o que o mundo espera de mim. Faculdade, pós-graduação, trabalho, família, carreira, bebedeira...

Quando foi que o mundo passou a me interpretar tão erroneamente? Eu não me encaixo, e sempre soube disso. A dor passou quando eu parei de lamentar e passei a criar meu próprio mundo, nele tem meus defeitos e minhas manias, mas acima de tudo isso, tenho meus sonhos. E não são poucos!

Por vezes eu tentei sufocá-los, guardá-los na gaveta do quarto, mas eles saem, ele querem ar, eles querem ir ás ruas e gritar que existem. Toda vez que vejo algo bom, eles dançam em círculos e me provocam, querendo que eu vá dançar com eles. Ah, se você soubesse o quanto tenho que resistir para não dar a louca e segui-los de uma vez.

Mas dá medo, sabe? O desconhecido dá medo, não saber do que é capaz e até onde se consegue ir, é no mínimo imprevisível. Desperta meu lado mais criança, só que o medo é de gente grande. É de gente que sabe que não vai ter ajuda da família a vida toda, e que não quer depender de ninguém. Mas quem é que com míseros 21 anos consegue ser autossuficiente por completo? Ninguém.

Então é isso! É auto sabotagem da minha parte. Sem vergonha alguma posso admitir isso para mim mesmo. Não sei até quando vou conseguir levar essa situação, mas creio que não por muito tempo, porque se tem uma coisa que a gente não consegue negar é a nossa essência. Nela tudo fica gravado para sempre, e os sonhos estão por ali, podem até mudar, serem reescritos, mas sempre vão estar ali, rondando, suportando a triste realidade da vida.

Cheguei a um ponto da minha vida que tudo está me empurrando para o desafio, então porque não me desafiar a sonhar? Na pior das hipóteses, eu posso conseguir o que sempre desejei... Ou, posso simplesmente continuar tentando outras coisas.

Sei que não nasci pro canto, para dançar, ou até mesmo para socializar, mas fazer o que se meu destino é ser mesmo incongruente e cheia de curvas?

Se eu tomar minha decisão amanhã de manhã, não farei nenhum anúncio, sinto muito. Mas acho que não quero platéia, sei que quem sentir vontade e curiosidade vai saber me procurar, vai conseguir me achar, porque eu serei visível apenas a quem procura com o coração e acredita de verdade.

Não quero fracassar, claro que não. Mas umas doses de adrenalina não me farão mal algum, então eu aceito o risco que vier, ouvirei as críticas que estão por vir, e transformarei tudo em poesia, canto, melodia e algumas frases de apoio moral para quem precise. Afinal, não estou sozinha nessa caminhada dos sonhos...


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